Corpo sem Vida

Hoje, decidi arriscar-me em um poema...
Que sentimento vago e nada sereno...
Eu tento continuar a escrever
Mas... Acabo escrevendo sem ter o quê.

Não sei se é um bloqueio criativo
Ou se é algo que já não me deixas mais vivo.
Aquele sentimento doce que um dia senti
Por alguém que não precisava fazer nada para já me ver sorrir.

Bastava apenas eu a avistar
Para aquela sensação estranha se manifestar.
Era um frio que subia a espinha
Em cada passo que ela dava na mesma direção que a minha.

Um embrulho no estômago
Que não me causava incômodo.
Meu coração fortemente palpitava
Como se minha hora chegara.

Como se, toda a minha vida,
Não tivesse sido nada
Até aquele presente instante
Em que eu trocava olhares com aquele mulher amante...

Mas, o tempo passou
E, cá estou.
Morrendo a cada milésimo de segundo
Sem ter a dama que dava vida a meu mundo.

Sou apenas um moribundo vagante
Preso em um corpo sem vida desprezante...
Apenas, continuando a minha linha do tempo
Relembrando apenas aqueles vagos e doces momentos...

Vivendo sem viver...
Escrevendo sem ter o quê...
Não imagina a falta que sinto de ter você...

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