Abro um caderno que não é meu
e quase sem esperança finalmente
encontro uma folha em branco.
Me ponho em prantos...
Minha cabeça - a mando de mim
mesmo - não para de me atormentar
com a decisão que ainda devo tomar
mesmo ela já estando tomada.
Tenho andado focado, paciente
e decidido e isso é o que
mais tem me assustado...
É espantoso...
Acordo pela manhã, me dispo
de qualquer tipo de feição,
me sinto violado.
Cubro-me com trajes de acordo
com o estipulado pela sociedade
para um convívio mútuo.
Nada disso faz sentido...
A cada minuto que passa,
me sinto ainda mais desmotivado.
... e violado...
... completamente desmotivado...
O que eu faço?
se a cada instante que passa
me sinto ainda mais desmotivado.
E desamparado...
Me mútilo com minhas próprias ações...
Esse é, definitivamente, o momento
mais baixo da minha vida...
... me sinto infeliz...
... muito infeliz...
- O que isso vai impactar
nos próximos anos da minha vida?
Essa frase fica ecoando
e ecoando, sucessivamente, nas minhas
mais profundas tormentas...
Ser feliz é uma escolha?
Ser o orgulho da família é uma
responsabilidade?
Todas essas atrocidades artísticas
que cometo no meu corpo
afim de me expressar ingrato
e o incômodo que sinto
que constantemente é ignorado
e o sufoco que não exibo...
... sinto-me falecido...
Um corpo vazio...
Uma mente mergulhada na mais
profunda solidão
jamais vista por calarem
a minha expressão artística
e me negarem a mim a própria
opinião...
Infelicidade parece não ser uma
escolha
mas sim uma obrigatoriedade
da grade curricular da vida.
Depressão...
Solidão...
Infelicidade...
Inquietude...
Vida Acadêmica...
Ramo Profissional...
Vida...
Morte...
Me sinto muito mais do que
desmotivado...
Me sinto apunhalado.
E o pior de tudo
é que sou eu que estou
causando isso a mim.
Decisão (Despedida)
Assinar:
Comentários (Atom)
Twitter
Facebook
Flickr
RSS