Lá estava, marca.
Uma sobre a coxa outra um pouco acima do seio,
Tinha vezes que encontrava partes da pele roxa
E no olhar aquele imenso medo...
Medo envolto em receio,
Aquela coragem encoberta naquele pálido olhar
Que horas fazia-se presente,
Hora estava a lacrimejar.
Aquela dor guardada naquela gota
Que jamais fora solta
Pelo puro receio de novamente acontecer
E o medo dominar completamente até já não mais querer viver.
A dor era imensa sim
E talvez a vontade que ainda não a deixara
É a que seja o principal motivo
De manter sua alma intacta.
A consciência criava imagens assustadoras
O coração alternava entre batimentos desesperados
E cenas eternizadas:
"De fato ela se encontra traumatizada"
A brutalidade fixada em marcas ascendentes em seu olhar
Como uma chama que não deixa passar nada em vão
Mas ela deixara...
Ela deixara...
A dor fora mais forte...
Quisera eu ter a encontrado antes para que ela tivesse alguma sorte
Em não ganhar marca alguma...
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