Marcas

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Lá estava, marca.
Uma sobre a coxa outra um pouco acima do seio,
Tinha vezes que encontrava partes da pele roxa
E no olhar aquele imenso medo...

Medo envolto em receio,
Aquela coragem encoberta naquele pálido olhar
Que horas fazia-se presente,
Hora estava a lacrimejar.

Aquela dor guardada naquela gota
Que jamais fora solta
Pelo puro receio de novamente acontecer
E o medo dominar completamente até já não mais querer viver.

A dor era imensa sim
E talvez a vontade que ainda não a deixara
É a que seja o principal motivo
De manter sua alma intacta.

A consciência criava imagens assustadoras
O coração alternava entre batimentos desesperados
E cenas eternizadas:
"De fato ela se encontra traumatizada"

A brutalidade fixada em marcas ascendentes em seu olhar
Como uma chama que não deixa passar nada em vão
Mas ela deixara...

Ela deixara...
A dor fora mais forte...
Quisera eu ter a encontrado antes para que ela tivesse alguma sorte
Em não ganhar marca alguma...

Meu mais singelo desejo

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A cada instante que passa, penso ainda mais em você
E todas aquelas imagens começam a alvorecer
Na minha mente
Que cria e recria aqueles hologramas da gente.

Minha mente começa a dizer sim para o que ela dizia não
Enquanto o sim ainda prevalece em meu coração.
Os meus olhos, começam a enxergar o que não viam
E a realidade passa a ser mais vívida.

Os hologramas projetados,
A realidade aumentada.
O cérebro é algo realmente magnífico
Em dar vida com maestria a tudo isso.

Toda essa "ilusão"
No vulgo modo de dizer
Me repreendem por tão
Tolo eu ser.

Sou tolo, em não ser sério contigo.
Sou tolo em não lhe ser um bom amigo.
Sou tolo em ter sua amizade e não levar adiante
Porque esse sou eu, um tolo ambulante.

Sou tolo por não tentar lhe merecer
Sou tolo em não deixá-la me compreender.
Afinal, pra que tanta tolice e ignorância da minha parte?
Sendo que exponho ela aqui, nessa forma de arte.

Sou tolo e reconheço essa minha ignorância
E não faço essa arte com algum tipo de esperança
De você me perdoar
Pelas tolices que esteve à aguentar.

Crio essa arte
Com aquele meu humilde desejo:
Sem abraços ou beijos!
Sei que talvez isso faça parte
Mas não há nada mais divino
Do que poder apreciar você...
Sorrindo.

  Dedicado a Marcella Mendes

La Poesía Es La Única Verdad

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Te amei num futuro presente
Onde o tempo não existe para atrapalhar a gente.
A poesia unificada a vida
Enche os campos da mais bela melodia.

Os versos compostos pela natureza
Em sua plenitude divina
Recordam-me da verdadeira beleza
Que é ter uma vida.

E viver...
Viver.... Viver!...
Viver e viver
Vivendo e viver!

Viver escrevendo
E escrevendo enquanto se vive
As mais belas juras aparecendo
Em um ritmado swing.

Ó, bela melodia,
Encanta a dama de personalidade fria
Que aguarda ansiosamente para ser encantada
E ouvir surgindo do fundo de seu seio, a mais pura badalada.

A batida serena
Envolta em complexitude ritmada.
Em total plenitude crescente
D'um sentimento ardente.

Ardente como a mais bela Fênix
Abençoada com o Elixir
Que faz a vida progredir
Como se o espaço-tempo deixasse de existir.

Ah... Amo-te neste futuro presente
Recordando as memórias de um pretérito convergente
Que doce e suavemente
Mexe com este sentimento, que surge nessa nossa gente.

Ah... A poesia...
Como ela orquestra a vida
Com maestria.

Completa-me com essa melodia
E faz-me escrever a juras mais lindas
Que entregues hão de ser a ti, a mais bela das Poesias.

A paixão de uma bailarina

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Todo aquele alvoroço emergia em meio a lágrimas de alegria, lá estava ela, a tão doce e bela donzela.
Seus movimentos faziam quaisquer que fossem os seres vivos se emocionar. Homens, mulheres, críticos, ninguém conseguia segurar, toda aquela eufórica alegria e tristeza, aquele sentimento indescritível que tornava-se visível no brilho do olhar.
Naquela gota d'água presa nos olhos, não por uma tristeza mas de devota comoção. De eterna paixão.
Os seus movimentos ressaltavam cada pequeno detalhe de sua beleza. Os saltos e rodopios estampavam sua sutileza, a sua leveza.
Ah, a orquestra emergia em meio a enorme escuridão ganhando um leve foco e enaltecendo a sua paixão.
Tudo ganhava ainda mais vida, nada poderia lhe prender no lugar, nem mesmo as leis da gravidade poderiam lhe aplicar.
Por fim, você se despede e curva-se em agradecimento a sua plateia que emergindo vai, em meio a lágrimas eufóricas que não conseguiam ser descritas.
Encerrado o ato.

A paixão de uma bailarina.

  Dedicado a: Nicole Gomes