Todo aquele alvoroço emergia em meio a lágrimas de alegria, lá estava ela, a tão doce e bela donzela.
Seus movimentos faziam quaisquer que fossem os seres vivos se emocionar. Homens, mulheres, críticos, ninguém conseguia segurar, toda aquela eufórica alegria e tristeza, aquele sentimento indescritível que tornava-se visível no brilho do olhar.
Naquela gota d'água presa nos olhos, não por uma tristeza mas de devota comoção. De eterna paixão.
Os seus movimentos ressaltavam cada pequeno detalhe de sua beleza. Os saltos e rodopios estampavam sua sutileza, a sua leveza.
Ah, a orquestra emergia em meio a enorme escuridão ganhando um leve foco e enaltecendo a sua paixão.
Tudo ganhava ainda mais vida, nada poderia lhe prender no lugar, nem mesmo as leis da gravidade poderiam lhe aplicar.
Por fim, você se despede e curva-se em agradecimento a sua plateia que emergindo vai, em meio a lágrimas eufóricas que não conseguiam ser descritas.
Encerrado o ato.
A paixão de uma bailarina.
Dedicado a: Nicole Gomes
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