Para Sempre Você

Na mitologia grega, firmo minha base
Para buscar aqueles elogios de classe
Dos quais serei capaz de te enaltecer
E finalmente, descreverei com precisão a musa que é você.

Cada detalhe teu entoa ainda mais esse teu tom cor de frieza,
Consegues ser mais bela que a própria Deusa da Beleza.
Essa tua pele toda esbranquiçada
Essa tua pureza ainda inexplorada.

Ah... Como pode Zeus
Essa humana ser mais divina que um Deus?
E o jeito teu...
O seu canto é infinitas vezes mais belo que uma melodia tocada pelo próprio Orfeu.

Ainda me perco naquelas memórias
Que surgem estando eu sóbrio.
Aquelas macias mãos, tocando a minha face
Transportam-me para um universo paralelo a complexidade
Da solitude divina
Onde assumo devida postura e torno a voltar a mim de forma repentina.

Quiçá outrora acontecido essa memória
Ou teria sido apenas mais uma loucura sóbria?
Por Zeus, suplico explicação divina
Para tal fato ocorrido ou, lembrança jaz esquecida?

Fundamento-me em velhos escritos
De sábios jamais reconhecidos
Em suas longínquas experiências
Para clamar por alguma clemência.

Esses flashes constantes
Expõem minhas fraquezas mais alarmantes
Pela súbita harmonia em que jamais encontro-me
Sem esse venusto ser que ocultas o próprio nome.

Suplico aos Deuses em busca de respostas
Para que revelem a oculta face dessa divindade formosa.
Ao mesmo tempo em que replico a minha súplica
Para jamais revelarem esse ser ubíquo, recusando quaisquer de minhas balbucias.

Por Odin, na Mitologia Nórdica,
Explique a mim: o que são tais memórias?

Por Marte, Deus Romano
Exile de mim esse sentimento humano!

Já não aguento mais percorrer por tal caminho mundano
Se o meu destino é ao lado desse ser oculto que tanto amo
Na minha incerteza de dizer tais palavras
E replicar as triplicas condizentes ao relutante sentimento de minh'alma.

Ah... Esse órgão mais que imperfeito
Que solenemente expressa sentimentos por pulsantes ritmados em meu peito.
Outrora quiçá eu, achar que estavas falecido
Sabendo que essa verdade me fora tirada quando surgira esse ser ubíquo.

Não aguentando mais tamanha solidão
Pensei em tirar a força meu próprio coração
Para entregar a ti que jaz ausente
E viver como qualquer outro humano, sentindo tudo aquilo que não se sente.
Descrevendo tudo aquilo que não se descreve...
Rogando sem ter qualquer prece.

Toda a minha vida fora mera ilusão
E tudo o que experimentei enquanto vivia fora em vão.
Ahora, vivo sem qualquer resquício de vida habitando em mim
A procura daquele puro sentimento deixado por aquele ubíquo ser para mim.

Apenas um corpo sem alma
Que contrariou toda e qualquer dita palavra
Em outrora que sentias e renegava
Aquilo que poderias ser a sua verdadeira e única amada.

Reencontro-a em um Futuro presente mais que imperfeito
Enquanto ela me resguarda no conforto de teu seio.
Deleiteio-me em sua presença presente
Apesar de perceber o seu ressentimento quase não aparente.

Tua face bela e jovial
Revelam a mim que, o tempo não lhe fará qualquer mal.
As respostas das quais estive em buscas constantes
Surgiram ali, na sua presença, no mesmo instante
Em que a vi e reconheci
Aquela sua presença onipresente,
Era realmente ela a quem busquei por todos os continentes.

Minha busca terminara...
Já não havia mais qualquer motivo para continuar a caminhar
Sem qualquer rumo que meu corpo jamais tomará
Pois encontrei o meu verdadeiro lugar.
Mas, algo ainda não estava completo em mim...
Tenho certeza mesmo que... Este é o fim?
Questiono-me com esse pensamento angustiante
Enquanto retomo a lembrança fixada há poucos instantes.
Ela expressa em sua face
Completa serenidade
Enquanto acaricia meu cabelo
Mantendo-me sempre próximo a teu seio.
Posso... Posso ouvir... A melodia angustiante que não desarma o teu sorrir.
Ela... Sim... Ainda que resguarde a mim,
Posso ver o seu ressentimento
Por todas as absurdas palavras jamais ditas quando tinhas e renegava aquele sentimento.
Jamais estarei completo
Se, mesmo tendo-a por perto,
Eu não for capaz de acabar com esse seu ressentimento
Para que eu possas ser digno de permanecer no conforto de teu seio.
Acalento-a ao inverter a posição de nossos corpos
Enquanto vejo-a adormecendo de maneira simplória.
Já adormecida, deposito um beijo em seu dorso
E seco a lágrima que começa a percorrer pelo meu rosto.
Dispo-me. Em minha plenitude naturalidade sigo em direção ao sol
Por um caminho inquietante onde habita ao final o único girassol.
Olho para o céu, é tão belo essa coloração espelhada
Para onde será o meu destino, o fim daquele rochedo, aquele mar de tonalidade azulada.
Finalmente, pudes sentir aquela inquietante sensação ir embora.
Pudes perceber o quão feliz fui mesmo que por poucas horas.

Ao despertar de um novo dia,
Acordo e vivo minha nova vida.
Sem poder sentir qualquer sentimento humano
Vivendo preso neste corpo mundano.
Mas, ao término de todo dia,
Posso reencontrar em sonhos a musa da minha antiga vida.
Ela ainda me resguarda e acaricia meu cabelo
Enquanto posso ouvir a nova melodia que sai internamente do conforto de seu seio.
Qualquer ressentimento pretérito já não existe mais.
Somente no conforto de seu seio que eu sinto paz.
Apesar de questionar-me, evito de perguntar
Como no mundo dos sonhos ela conseguira me encontrar...
Ela provara o seu amor por mim
E, continua comigo, mesmo eu tendo colocado um fim
A minha antiga vida,
Ela é humana e ainda assim é tão divina.
O tempo passou e, realmente, nada mudou.
Ela ainda tem aquela mesma aparência jovial
E, guarda consigo, aquele sentimento que nunca fora carnal.
Ao despertar de todo novo dia,
Nos separamos no que parece ser um tempo infinito.
E, vivo a minha vida em um novo corpo sem vida
Que, torna a ganhar a mesma ao término de cada dia
Pois, reencontro sempre o motivo pelo qual continuo a viver
E, relembro que, esse foi o caminho que escolhi percorrer.
Ela sempre me recepciona com seu jeito sereno,
Na presença dela, em suas carícias, me sinto tão pequeno
Mas, ela sabe como me colocar pra cima
E me fazer sentir aqueles sentimentos humanos que eu já não mais sentia.
O tempo que eu não estava junto à ela
Me mostrara que aquele sentimento mundano era capaz de deixar sequelas.
E isso ía aumentando
A medida que, passar apenas algumas horas no teu pranto não me ía mais completando.
Essa inquietação continua não expressa em minha face
Para que eu não seja capaz de abalar a sua felicidade.
Foi assim por mais um tempo
Até que, progredi os meus últimos momentos.
Dopei-me em excesso de drogas lícitas
E perdi toda aquela vida que eu não tinha.
Reencontrei-a me esperando, enquanto lágrimas inquietantes ela ía derramando
E, revelou a sua face oculta que implorei para os Deuses me revelar
Ao mesmo tempo que ressentia para meu pedido negar.
Caí em prantos... Aquele ser ubíquo.... Revelou o seu verdadeiro canto...
A sua beleza jovial permaneceu enquanto ela chorava por eu estar ao lado teu...
Aquela era minha decisão e já não poderia voltar atrás,
Tentei não a enxergar como deveria mas, era tarde de mais.

" Durante aquele tempo que vivi pude aprender
Que, minha vida não era completa sem você.
E, hoje percebo que, deu-me várias chances para continuar a viver
Quando sabias de todas as incertezas que eu continuava a ter.
Sinto por, novamente, o mesmo erro cometer
E buscar aquilo que eu jamais deveria ter. "

Ela abraçou-me e pela última vez, deitou-me sobre o teu seio...
E... Pela última vez, acarinhou o meu cabelo...
Tamanho remorso pude sentir em sua expressão
Por saber que, terias que me levar ao Limbo, como não fizera em minha última encarnação...
Aquele ser onipresente de aparência sempre jovial,
Revelara a mim que, era a Deusa responsável por me acompanhar até o portal
Da entrada para o submundo onde jamais quis me ver...
Num último suspiro, sussurrei quase que sem voz

" Me apaixonei perdidamente por você... Morte. "

Senti extinguir de vez minha vida enquanto, ao longe ainda pude ouví-la

" E eu por você... "

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